sábado, 7 março 2026
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Podemos DF surpreende e emerge como nominata forte para 2026: filiações estratégicas, alinhamento com o Buriti e uma engrenagem eleitoral inédita

O que era para ser apenas uma confraternização de final de ano se transformou no evento político mais simbólico do Distrito Federal em 2025. O encontro promovido pelo Podemos DF, comandado por Cristian Viana, reuniu autoridades do primeiro escalão do GDF, dirigentes nacionais do partido e um elenco de pré-candidatos que, juntos, redesenham silenciosamente o mapa eleitoral da capital.

Se havia dúvida sobre a força do Podemos para 2026, ontem ela se dissipou: a sigla se consolida como a legenda mais competitiva para disputar vagas na Câmara Legislativa e uma das únicas com real potencial para eleger dois deputados federais.

O movimento foi calculado, articulado e, sobretudo, estratégico.

Renato Rocha oficializa filiação e sela aliança direta com o núcleo do Buriti

Um dos momentos mais comentado da noite foi a filiação de Renato Rocha, irmão do governador Ibaneis Rocha e figura influente no circuito político-administrativo do DF. Seu discurso foi curto, mas cirúrgico:

“Hoje dou um passo importante na minha caminhada: oficializo minha filiação ao Podemos. Entro no partido com responsabilidade, disposição para trabalhar e o compromisso de seguir lutando por avanços reais para nossa cidade. Vamos juntos em busca de JUSTIÇA PARA TODOS!”

Para interlocutores próximos ao governo, a entrada de Renato equivale a uma chancela oficial do Buriti ao projeto eleitoral do Podemos.
Na prática, o gesto coloca Cristian Viana em um novo patamar de articulação política.

Robério Negreiros será o “motor de votos” — e faz compromisso raro: não usará recursos partidários

Outro ponto que causou impacto interno foi a definição em torno do deputado distrital Robério Negreiros, que será o puxador da nominata.

Robério não apenas confirmou presença na legenda: ele se comprometeu publicamente a não utilizar recursos do partido na campanha.

A decisão, vista como um gesto de maturidade interna, destrava toda a engenharia partidária para 2026 e abre caminho para a estratégia mais ousada do Podemos: eleger três deputados distritais.

O recado de Cristian Viana foi direto: não haverá espaço para outros deputados de mandato na legenda. A estrutura será desenhada para Robério e para os novos nomes que chegam.

Ana Paula Marra entra no radar com “benção de palácio” e apoio direto da primeira-dama

Se a filiação de Renato Rocha foi a grande cena pública, a expectativa mais comentada nos bastidores é a chegada de Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social.

Ela enviou um vídeo ao evento — o suficiente para acender o alerta político geral.

Apurações confirmam:
a filiação está assinada e será anunciada oficialmente no início de 2026.

Mais que isso: Marra vem para competir para vencer, com apoio direto da primeira-dama Mayara Noronha, que hoje tem forte influência junto às bases sociais e comunitárias do DF.

A entrada dela eleva a disputa da CLDF para outro nível.

 

Nominata distrital: nomes que já testaram voto e agora ganham fôlego com estrutura profissional

A nominata distrital do Podemos hoje reúne nomes que tiveram votações expressivas em legendas menores:

  • Subtenente Geraldo Alves → 14 mil votos
  • Crícia (Cantora de Pentecostes) → 9 mil votos
  • Coronel Michello → 6 mil votos
  • Outros nomes em construção

Com Robério projetado acima de 40 mil votos, a conta é clara: o Podemos tem potencial para eleger dois distritais com folga e brigar pela terceira vaga.

Dirigentes de outras siglas avaliam que o partido se tornou o “porto seguro” da eleição: entrada organizada, matemática favorável e comando estratégico coeso.

Cristian Viana assume função de estrategista político e anuncia estrutura inédita

O anfitrião da noite, Cristian Viana, assumiu publicamente o papel de arquiteto da nominata: “Nós queremos não só criar uma nominata consistente, mas dar aos nossos pré-candidatos a melhor estrutura possível para fazerem uma grande corrida eleitoral.”

A fala, celebrada pelos presentes, marca uma mudança na cultura partidária do DF.
O Podemos passa a se posicionar como um partido que oferece estrutura, disciplina e método — algo raro no cenário político local.

Presença de peso reforça: o Podemos está alinhado ao Palácio do Buriti

O evento contou com:

  • Ibaneis Rocha, governador
  • Celina Leão, vice-governadora
  • Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil
  • Renata Abreu, presidente nacional do Podemos
  • Pastor Everaldo, vice-presidente nacional
  • Lideranças distritais e federais do partido

A leitura nos bastidores é simples: o projeto do Podemos tem respaldo direto do governo e da direção nacional.

É incomum, em fim de ano, ver uma sigla reunir simultaneamente as duas figuras mais poderosas do executivo local — Ibaneis e Celina — ao lado do comando nacional.

Nominata federal: um movimento silencioso que deve surpreender

Se o foco público da noite foi a CLDF, a movimentação mais estratégica ocorreu por trás das cortinas: a formação da chapa para deputado federal.

Dois movimentos se consolidaram:

  1. Reguffe deve ser o puxador

Respeitado pelo eleitorado independente e com recall altíssimo, seu retorno ao Podemos remodela toda a disputa.

  1. A guinada de Ravan Leão

Ravan, que fez quase 5 mil votos gastando apenas R$ 10 mil, deve migrar para a disputa federal e é visto como nome de crescimento rápido.

Com esses elementos, a projeção interna é:  o Podemos pode fazer dois deputados federais pela primeira vez na história.

Podemos deixou de ser coadjuvante — e entrou definitivamente para o bloco central de poder do DF

O evento de ontem mostrou mais do que força: mostrou projeto, alinhamento e método.
O Podemos DF chega a 2026:

  • com base eleitoral organizada,
  • com respaldo do Buriti,
  • com direção nacional engajada,
  • com estrutura profissionalizada,
  • e com uma nominata que já nasce com votação testada.

Se mantiver a rota, pode ser a sigla com maior taxa de conversão de votos por candidato na próxima eleição.

O cenário mudou — e o Podemos acaba de ocupar um espaço que estava vazio:
o de partido competitivo, disciplinado e estrategicamente orientado.

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