sábado, 7 março 2026
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IPEDF traça perfil dos apostadores no Distrito Federal

O crescimento vertiginoso das apostas online e os seus efeitos colaterais estão na mira do Governo do Distrito Federal (GDF). O Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), lançou o estudo “Apostadores no Distrito Federal”.

O objetivo é claro: mapear quem são os apostadores da capital, quais modalidades jogam e, principalmente, como isso está a afetar a saúde financeira e mental da população.

“Deixou de ser apenas recreativo”

A pesquisa surge como resposta ao aumento do endividamento e de problemas sociais ligados ao jogo. Rodrigo Delmasso, secretário da Família, alerta que a situação exige atenção urgente.

“Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias, como endividamento, conflitos familiares e adoecimento emocional. O estudo inédito nos permite compreender quem são os apostadores no DF… Com dados técnicos, o GDF poderá formular políticas públicas preventivas, voltadas à educação financeira, à saúde mental e ao fortalecimento das famílias, protegendo especialmente os mais vulneráveis.”

Decisões baseadas em dados

A coleta de dados está a ser feita por pesquisadores em locais de grande circulação em todas as regiões administrativas, ouvindo maiores de 18 anos de forma anônima.

Para Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF, a iniciativa é vital para que o governo não atue “no escuro”:

“Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social. Ao oferecer dados objetivos e territorializados, a pesquisa contribui para que o poder público atue de forma preventiva e baseada em evidências.”

Contexto Nacional

Dados gerais indicam que, no Brasil, o perfil do apostador concentra-se em jovens de 16 a 34 anos, mas há uma preocupante adesão de aposentados. O estudo do DF servirá para confirmar se a capital segue esta tendência e traçar estratégias locais.

Veja os dados apurados.

Com informações da Agência Brasília

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