O programa OperaDF, criado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), alcançou a marca de mais de 35 mil cirurgias eletivas realizadas entre setembro de 2025 e março de 2026. O resultado representa um crescimento de 49% em comparação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados cerca de 23,4 mil procedimentos — injetando mais de 11,6 mil cirurgias na rede de atendimento da capital. O avanço foi impulsionado tanto por procedimentos ambulatoriais, que saltaram 54% (de 11,6 mil para 17,8 mil), quanto por cirurgias com internação, que cresceram 45% (de 11.866 para 17.264).
A estratégia do OperaDF atua de forma complementar em duas frentes principais: a contratação de hospitais da rede privada para cobrir procedimentos de pequena e média complexidade e o fortalecimento estrutural dos hospitais públicos, viabilizado pela recomposição de equipes com a contratação de médicos anestesiologistas e a ampliação das agendas dos centros cirúrgicos. O fluxo de atendimento, que inclui desde consultas pré-operatórias e exames até o acompanhamento pós-cirúrgico, é gerenciado por critérios técnicos e cronológicos do Complexo Regulador do Distrito Federal.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou que em 2025 o DF atingiu o maior volume de cirurgias de sua série histórica, superando 53 mil procedimentos, e reforçou que o foco contínuo é diminuir o tempo de espera dos pacientes. O gestor, no entanto, fez um apelo para que a população mantenha seus dados cadastrais e telefones atualizados junto às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), alertando que o índice de absenteísmo (falta de pacientes no dia agendado) prejudica a fluidez da fila. Atualmente, o programa tem expandido sua atuação para novas especialidades, como a oftalmologia — onde a cirurgia de catarata lidera com 5.415 contratações —, além de registrar alta demanda em cirurgias de varizes bilateral, vasectomias, remoção de vesícula e correções de hérnia.

