sábado, 4 julho 2026
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Além do Implanon, SES-DF reforça a oferta de métodos contraceptivos e ações de planejamento familiar nas UBSs

O sucesso da implementação do Implanon na rede pública do Distrito Federal, que beneficiou quase 7 mil pacientes em menos de seis meses, não alterou a oferta dos demais métodos contraceptivos disponibilizados pela Secretaria de Saúde (SES-DF). A rede pública mantém uma cartela abrangente de opções para o planejamento reprodutivo, incluindo preservativos masculinos e femininos, anticoncepcionais de uso contínuo e emergenciais, Dispositivo Intrauterino (DIU), além de encaminhamentos para procedimentos cirúrgicos definitivos, como laqueadura e vasectomia.

A porta de entrada para esses serviços são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes, explica que o acolhimento avalia a especificidade de cada usuário. Enquanto o acesso aos preservativos é totalmente livre na recepção de qualquer unidade, os demais métodos exigem consulta médica ou de enfermagem. A definição do contraceptivo ideal passa por uma análise detalhada feita pelas equipes técnicas. Segundo Viviane Tobias Albuquerque, da área técnica de saúde da mulher, fatores como doenças preexistentes, obesidade, tabagismo e a preferência da paciente por métodos hormonais ou não hormonais são determinantes na escolha.

Os números demonstram a capilaridade do serviço: apenas em 2025, foram realizadas 7.701 inserções de DIU nas UBSs, e o primeiro semestre de 2026 já contabiliza 2.727 novos procedimentos. A área técnica reforça ainda a necessidade de maior engajamento masculino no planejamento familiar, desmistificando a vasectomia — um procedimento ambulatorial simples e rápido que ainda enfrenta barreiras culturais e machismo estrutural. Como reflexo disso, em 2025, os hospitais da rede realizaram 2.984 laqueaduras contra apenas 1.033 vasectomias.

Paralelamente à prevenção da gravidez, a Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da SES-DF faz um alerta essencial: métodos como pílulas, DIU e implantes não barram infecções como HIV, sífilis e hepatites. A gerente da área, Beatriz Luz, reforça que a camisinha permanece como o único método de dupla proteção (gestações não planejadas e ISTs). Para garantir o abastecimento e o acesso universal da população do DF, a secretaria recebeu mais de 2,6 milhões de preservativos para distribuição gratuita apenas no decorrer de 2026.

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