A governadora Celina Leão (PP) apresentou, nesta sexta-feira (7), o balanço fiscal do Governo do Distrito Federal referente ao primeiro semestre de 2026. Ao lado do secretário de Economia, Valdivino Oliveira, a chefe do Executivo anunciou a recuperação das contas públicas e o fim do déficit orçamentário.
Celina destacou a gravidade do cenário inicial e defendeu as medidas adotadas:
“A notícia de hoje é uma notícia muito complicada. Qualquer governo sério precisa ter responsabilidade fiscal. Não existe governo que consiga ser próspero sem responsabilidade fiscal. Quando um investidor internacional escolhe um país para investir, ele escolhe países que tenham responsabilidade fiscal, segurança jurídica, metas para serem atingidas”.
Ao detalhar o passivo herdado no início de sua gestão, a governadora reforçou o tamanho do desafio:
“Nós assumimos um governo com um bom risco de quase cinco bilhões de reais, com atrasos e sem pagamentos. Imediatamente nós fizemos um choque de gestão para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão fiscal e orçamentária”.
Para liderar a reformulação econômica, Celina ressaltou a escolha do novo titular da pasta:
“Eu convidei o secretário Valdivino, que tem um profundo conhecimento do nosso Fundo Constitucional, para que ele pudesse abraçar essa missão”.
Projeção de superávit de R$ 5 bilhões e elevação da nota de crédito
Com o rigor na contenção de despesas e o desempenho das receitas, o GDF reverteu a estimativa inicial de R$ 6 bilhões de déficit para uma projeção de superávit. O secretário Valdivino Oliveira elevou a meta do governo para o encerramento do exercício de 2026:
“Ontem, reunido com a minha equipe, eu disse que quero R$ 5 bilhões”.
O ajuste fiscal refletiu diretamente na Capacidade de Pagamento (Capag) do DF junto ao Tesouro Nacional. A nota de crédito da capital saltou do patamar “C” (alto risco financeiro) para o nível “A” (excelência fiscal). A recuperação foi viabilizada pelo baixo nível de endividamento do DF, atualmente fixado em cerca de 20% da Receita Corrente Líquida — bem abaixo do teto de 60% exigido pela legislação.
Com o reequilíbrio das finanças, o governo distrital projeta direcionar o caixa no segundo semestre para o avanço de obras públicas e o fortalecimento dos serviços essenciais.
Com informações do Portal 84Notícias

