Em sabatina promovida pelo Jornal de Brasília nesta quarta-feira (14), a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), anunciou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Educação com 10 mil vagas. A chefe do Executivo adiantou que a banca organizadora do certame será oficialmente divulgada nesta quinta-feira (15).
“É o maior concurso da história da educação. Realizar esse concurso é garantir uma educação permanente para a nossa rede pública de ensino. É o maior presente de Dia dos Professores que podemos dar”, declarou Celina Leão.
Meta no IDEB e despolitização do ensino publico
Ao abordar as prioridades para a área em um eventual segundo mandato, Celina definiu como meta primordial o avanço do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no DF, com foco no aprendizado contínuo e no fortalecimento das carreiras do magistério:
“Primeiro a gente tem que dar uma mensagem: nós temos os melhores professores do Brasil, a melhor rede de educação do Brasil. O que a gente precisa é ter uma convergência para fazermos uma prova do IDEB e investir naquilo que a gente fala que é aprendizagem.”
A governadora enfatizou ainda a necessidade de afastar disputas ideológicas do ambiente escolar:
“A gente não pode politizar a educação nem pra direita nem pra esquerda. A educação pública é da comunidade, ela é pra servir os nossos alunos, a comunidade escolar, os pais.”
Propostas, avanços na rede e zeramento da fila de creches
Entre os projetos para os próximos quatro anos, Celina apontou a implementação gradual da escola em tempo integral — iniciando de forma piloto pela regional do Núcleo Bandeirante — e o fortalecimento do ensino médio técnico e profissionalizante.
A gestora destacou realizações recentes da atual administração no setor educacional:
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Efetivação de docentes: Nomeação de 3.600 professores temporários para o quadro efetivo;
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Valorização da gestão: Reajuste salarial concedido aos cargos de coordenação e direção escolar;
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Educação Infantil: Atendimento total da demanda represada em creches, com a retirada de 26 mil crianças da lista de espera.
Apelo ao diálogo com a categoria
Comentando a paralisação convocada pelo Sinpro para datas próximas ao pleito do segundo turno, Celina classificou o ato como uma movimentação “sem pauta” e reiterou sua disposição para manter canais abertos com a comunidade escolar:
“Meu gabinete sempre estará aberto para os professores, para o sindicato. Educação não pode ser de direita ou de esquerda. Ela está acima dessas questões ideológicas, ela é um farol a ser seguido”, concluiu.
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