Nesta quinta-feira (29), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participou do evento CB Debate, com o tema “Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil”. A mensagem central levada pela pasta foi clara: a conscientização não pode limitar-se a apenas um mês.
A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, destacou a necessidade de manter o debate ativo permanentemente.
“É um desafio levar para todas as pessoas do Distrito Federal essa reflexão sobre a importância de cuidar da saúde mental e o Janeiro Branco nasceu desse movimento. Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende durante todos os 365 dias do ano. Estamos finalizando o mês, mas esse tema e esse cuidado demandam o investimento das pessoas durante todos os dias do ano”, alertou Falcomer.
Quebrando estigmas
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental. No Brasil, ansiedade e depressão lideram as estatísticas. Para a subsecretária, é crucial acabar com o preconceito de que buscar ajuda é “coisa de louco”.
“Somos pessoas e vivemos um processo de sofrimento ao longo da vida. Reconhecer isso é também quebrar barreiras do estigma de que só tem sofrimento mental aquela pessoa, popularmente chamada de louca ou doida, mas não é. Precisamos estar atentos a isso… e compreender que o momento de buscar ajuda é quando esse processo de sofrimento começa a trazer prejuízos à pessoa”, explicou.
Onde buscar ajuda no DF?
A rede pública oferece suporte gratuito e diferenciado conforme a gravidade do caso:
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UBS (Unidades Básicas de Saúde): É a principal porta de entrada. Focada em casos leves e iniciais, onde as equipas fazem o acolhimento e avaliação.
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CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): Destinados a casos graves, persistentes ou relacionados com o uso de álcool e drogas. Existem 18 unidades no DF e o atendimento é por demanda espontânea (basta chegar, sem necessidade de encaminhamento).
com informações da SES-DF

