quarta-feira, 29 julho 2026
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Encontrou um animal silvestre? Saiba o que fazer e como acionar o resgate no DF

Encontrar animais silvestres em áreas urbanas, quintais ou até mesmo dentro de casa é uma situação que pode acontecer no Distrito Federal, especialmente durante o período de seca e nas épocas reprodutivas de algumas espécies. A convivência com a fauna nativa exige cuidados específicos para garantir a segurança dos moradores e a preservação dos animais.

A principal orientação das autoridades ambientais é não tentar capturar, alimentar ou afugentar o animal. O procedimento correto e recomendado é ligar imediatamente para o telefone 190, que encaminhará a demanda para a instituição responsável pelo manejo seguro.

O avanço da fauna sobre as cidades

O crescimento das áreas urbanas e a consequente redução das áreas verdes fazem com que muitas espécies circulem por bairros residenciais em busca de água, alimento ou abrigo.

Um exemplo clássico no Cerrado é o saruê. O período reprodutivo da espécie ocorre entre julho e novembro, registrando o pico de nascimentos no mês de setembro. É justamente nessa época que a presença de adultos e filhotes se torna mais comum perto das casas.

Passo a passo: O que fazer ao avistar um animal?

Para garantir uma resposta rápida e segura das equipes de resgate, o cidadão deve adotar as seguintes condutas ao ligar para o 190:

  • Fornecer dados precisos: Informe o endereço completo, um ponto de referência e a espécie do animal (se souber identificar).

  • Detalhar o cenário: Avise se o animal está ferido, se oferece risco imediato ou se há pessoas vulneráveis por perto.

  • Isolar o local: Afaste crianças e animais domésticos da área, mas atenção: nunca cerque o bicho ou bloqueie sua rota de fuga. Se ele conseguir sair sozinho para a natureza de forma natural, não interfira.

  • Atenção redobrada com espécies grandes: Caso trate-se de serpentes, tamanduás, capivaras ou javalis, afaste-se totalmente e aguarde o socorro especializado.

As autoridades alertam ainda sobre a importância de manter cães e gatos sob supervisão. Ataques domésticos estão entre as principais causas de ferimentos em animais silvestres. Além disso, o abandono de animais domésticos é crime e gera sérios impactos na fauna nativa, como competição por comida e transmissão de doenças.

Quando NÃO intervir

Nem todo animal imóvel precisa ser resgatado. O saruê, por exemplo, utiliza um mecanismo de defesa chamado tanatose, no qual ele se finge de morto para afastar predadores.

Aves que fazem ninhos em telhados também não devem ser retiradas, pois a remoção de ninhos configura infração ambiental. O correto é esperar os filhotes voarem para, só então, limpar o local e vedar as frestas com telas ou espuma.

Orientação técnica: Em casos de conflitos frequentes — como macacos acessando janelas de apartamentos ou animais habitando telhados —, o morador pode solicitar uma vistoria técnica e orientações de manejo preventivo diretamente pelo WhatsApp (61) 99148-7306.

Medidas simples como manter lixeiras bem fechadas, não deixar ração de pets exposta e podar galhos de árvores que encostam em janelas ajudam a evitar visitas indesejadas.

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