quarta-feira, 14 outubro 2026
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Fiocruz alerta para crescimento de casos graves de síndrome respiratória em AL, RR e SE

O boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 8 de outubro, apontou Alagoas, Roraima e Sergipe como os três estados do país que reúnem, ao mesmo tempo, incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência das últimas seis semanas, com dados até a Semana Epidemiológica 39.

Segundo a Fiocruz, o aumento de casos nesses estados é puxado principalmente pela faixa etária de crianças e adolescentes. Em Alagoas e em Sergipe, o crescimento está associado à circulação do metapneumovírus. Já em Roraima, o vírus responsável pela alta ainda não foi identificado com precisão pelos pesquisadores.

Outros estados em alerta, mas sem crescimento confirmado

Além dos três estados com sinal de crescimento, o boletim também aponta Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina em nível de alerta ou risco para SRAG, mas sem a mesma tendência de alta sustentada ao longo de seis semanas identificada em Alagoas, Roraima e Sergipe.

Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória aparecem com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento.

Panorama nacional

No conjunto do país, o número de casos de SRAG está estável ou oscilando há seis semanas, mas com sinal de crescimento de curto prazo nas últimas três semanas. O Rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 (causador da covid-19) estão em alta no país, embora os casos graves de covid-19 continuem em patamar baixo. Já influenza B e VSR (vírus sincicial respiratório) seguem em queda, e a influenza A permanece estável em nível baixo.

Olhando por faixa etária, o boletim identifica uma leve retomada de casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto os demais grupos etários seguem estáveis.

Números do ano

Desde o início de 2026, o país já notificou 161.053 casos de SRAG. Desses, 86.534 (53,7%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) tiveram resultado negativo e cerca de 7.270 (4,5%) ainda aguardavam resultado até a divulgação do boletim.

Entre os casos positivos no acumulado do ano, o VSR responde por 40%, o rinovírus por 32,5%, a influenza A por 16,2%, a influenza B por 5,5% e o Sars-CoV-2 por 3,8%.

Na média das últimas oito semanas, a incidência de SRAG é maior entre crianças menores de 2 anos, principalmente associada a rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é mais alta entre pessoas com 65 anos ou mais, puxada sobretudo por VSR, rinovírus e influenza A, vírus que também respondem pela maior parte das mortes em crianças pequenas.

Recomendação de vacinação

A Fiocruz reforça a importância de grupos prioritários manterem a vacinação contra a Covid-19 em dia. Gestantes também devem tomar a vacina contra o VSR, disponível para esse público como forma de proteção tanto da mãe quanto do bebê.

Pixel Brasil 61

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