Brasília, 22 de outubro de 2025 – A engenheira de software Karla Maria Moura, estudante da USP, e o vestibulando de medicina Artur Barroso foram homenageados nesta terça-feira no Museu Nacional da República, em Brasília, com a Medalha de Honra e Reconhecimento Científico por suas contribuições no mapeamento do universo e descoberta de asteroides.
Os dois são criadores do Projeto Sirius Acadêmico, iniciativa que integra o programa internacional da IASC de caça a asteroides. O projeto, que já conta com a participação de crianças e adolescentes de todo o país, busca aproximar jovens da ciência e das olimpíadas acadêmicas, despertando o interesse por astronomia, tecnologia e pesquisa.
Em dois anos consecutivos de participação, os pesquisadores já identificaram mais de 120 asteroides preliminares e mais de 20 provisórios, que futuramente poderão receber nomes oficiais e ser catalogados. A fundadora do Sirius Acadêmico, Karla Moura, inclusive conquistou o 1° lugar no ranking mundial de caçadores com mais asteroides preliminares encontrados na campanha realizada entre abril e maio de 2025, empatada com o brasileiro A. Silva e o americano R. Skillman. Além dessa vitória, Karla tem se destacado consistentemente, alcançando as primeiras colocações do ranking em diversas temporadas frente a equipes de mais de 19 países.
Além da pesquisa, o projeto oferece treinamento gratuito e os participantes recebem certificação internacional emitida pela própria IASC. A iniciativa está com inscrições abertas para a próxima temporada de caça aos asteroides, que ocorrerá durante as férias. Até o momento, 33 jovens já participaram das atividades, sendo orientados e treinados pela equipe Sirius Acadêmico.
A participação em programas extracurriculares como este é de extrema importância para estudantes, pois fortalece o currículo acadêmico, amplia oportunidades em universidades e facilita o acesso a bolsas de estudo e programas internacionais.
“Nosso propósito é inspirar novas gerações a olhar para o céu e acreditar que a ciência é um caminho possível. Cada criança que descobre um asteroide descobre também seu próprio potencial”, afirma Karla Moura.
Instagram: @siriusacademico

