Um complexo erguido para abrigar a máquina pública do Distrito Federal e que permaneceu mais de dez anos sem uso começou oficialmente a ser ocupado nesta sexta-feira (4). A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), acompanhou o início da transferência de estruturas administrativas para o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, localizado em Taguatinga.
A medida coloca em prática o plano de ocupação gradual anunciado em junho, encerrando um longo período de entraves jurídicos e contratuais em torno do espaço, cujas obras foram finalizadas em 2014.
Primeira fase e órgãos transferidos
Nesta etapa inicial, a previsão é ocupar cerca de 30% da capacidade total do complexo:
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Estruturas contempladas: Devem migrar para o local setores da Secretaria de Obras e Infraestrutura, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Casa Civil e Casa Militar.
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Adequações prediais: O espaço passou por intervenções elétricas, hidráulicas, de acessibilidade e climatização, contando com Habite-se e Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) aprovados para esta fase.
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Reaproveitamento de recursos: A mudança foi formatada sem aquisição de novo mobiliário, utilizando bens e equipamentos já pertencentes aos órgãos transferidos.
Economia estimada em até R$ 168 milhões ao ano
A desocupação de prédios alugados na área central de Brasília é o principal pilar fiscal da iniciativa:
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Cortes com locações: A redução de despesas com aluguéis pode chegar a R$ 168 milhões por ano.
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Projeção a médio prazo: Em cinco anos, a estimativa de economia aos cofres públicos aproxima-se de R$ 1 bilhão.
Com 16 prédios e cerca de 182 mil metros quadrados de área construída — dimensão equivalente a 25 campos de futebol —, o complexo reúne condições para unificar equipes e enxugar custos fixos da gestão pública.
Descentralização e impulso ao comércio local
Além da contenção de gastos, o governo destaca o papel estratégico do CAD-DF para descentralizar o atendimento e fomentar a economia no eixo oeste do Distrito Federal, próximo a Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Águas Claras.
Em declaração recente sobre a circulação diária de servidores e cidadãos, Celina ressaltou o benefício para a região:
“Tenho certeza que as cidades de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia vão agradecer porque as pessoas estavam reclamando sobre como o comércio estava enfraquecido.”
A localização do complexo favorece o acesso por transporte coletivo de média e alta capacidade, incluindo a proximidade com estações do Metrô-DF e terminais rodoviários das regiões administrativas vizinhas.

