domingo, 6 setembro 2026
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Após mais de uma década fechado, antigo Centrad começa a ser ocupado pelo GDF nesta sexta-feira (4)

Um complexo erguido para abrigar a máquina pública do Distrito Federal e que permaneceu mais de dez anos sem uso começou oficialmente a ser ocupado nesta sexta-feira (4). A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), acompanhou o início da transferência de estruturas administrativas para o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, localizado em Taguatinga.

A medida coloca em prática o plano de ocupação gradual anunciado em junho, encerrando um longo período de entraves jurídicos e contratuais em torno do espaço, cujas obras foram finalizadas em 2014.

Primeira fase e órgãos transferidos

Nesta etapa inicial, a previsão é ocupar cerca de 30% da capacidade total do complexo:

  • Estruturas contempladas: Devem migrar para o local setores da Secretaria de Obras e Infraestrutura, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Casa Civil e Casa Militar.

  • Adequações prediais: O espaço passou por intervenções elétricas, hidráulicas, de acessibilidade e climatização, contando com Habite-se e Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) aprovados para esta fase.

  • Reaproveitamento de recursos: A mudança foi formatada sem aquisição de novo mobiliário, utilizando bens e equipamentos já pertencentes aos órgãos transferidos.

Economia estimada em até R$ 168 milhões ao ano

A desocupação de prédios alugados na área central de Brasília é o principal pilar fiscal da iniciativa:

  • Cortes com locações: A redução de despesas com aluguéis pode chegar a R$ 168 milhões por ano.

  • Projeção a médio prazo: Em cinco anos, a estimativa de economia aos cofres públicos aproxima-se de R$ 1 bilhão.

Com 16 prédios e cerca de 182 mil metros quadrados de área construída — dimensão equivalente a 25 campos de futebol —, o complexo reúne condições para unificar equipes e enxugar custos fixos da gestão pública.

Descentralização e impulso ao comércio local

Além da contenção de gastos, o governo destaca o papel estratégico do CAD-DF para descentralizar o atendimento e fomentar a economia no eixo oeste do Distrito Federal, próximo a Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Águas Claras.

Em declaração recente sobre a circulação diária de servidores e cidadãos, Celina ressaltou o benefício para a região:

“Tenho certeza que as cidades de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia vão agradecer porque as pessoas estavam reclamando sobre como o comércio estava enfraquecido.”

A localização do complexo favorece o acesso por transporte coletivo de média e alta capacidade, incluindo a proximidade com estações do Metrô-DF e terminais rodoviários das regiões administrativas vizinhas.

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