A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou em entrevista à Rádio Metrópoles FM, nesta segunda-feira, que enfrenta uma disputa política com o governo federal para viabilizar a operação de apoio financeiro ao Banco de Brasília (BRB).
A governadora direcionou as declarações ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, pasta responsável por conceder o aval da União para a operação de socorro à instituição:
“Você acha que o governo Lula não está querendo? Sabe quantas vezes eles me chamaram para alguma reunião nesses ministérios? Eu, Celina? Nenhuma vez. O Durigan não chamou nenhuma vez.”
De acordo com Celina, houve uma solicitação formal na última semana para que o ministro convocasse uma reunião conjunta com todos os atores envolvidos no processo — Fazenda, Banco Central, Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e bancos —, mas o pedido não foi atendido. Na avaliação da governadora, trata-se de um entrave político para postergar a conclusão do acordo até o término do período eleitoral.
Balanço financeiro e solvência da instituição
Ao justificar a ausência da publicação do balanço da instituição financeira, a governadora explicou que os dados constam no plano de negócios (business plan) entregue aos órgãos reguladores:
“Por que você acha que até hoje o Banco Central permitiu que a gente não publicasse o balanço? Porque nós estamos em recuperação. Uma linha de financiamento do próprio FGC. O que eu posso garantir é que o BRB não irá quebrar. Eles não vão conseguir quebrar o BRB como eles queriam.”
Mudança de diretrizes e retorno à vocação regional
Celina pontuou que o principal equívoco estratégico do banco foi afastar-se de sua finalidade local na tentativa de expansão nacional e aproximação com o Banco Master. Segundo ela, irregularidades apuradas nos autos — envolvendo cobrança de vantagens indevidas e prisões — foram prontamente submetidas aos órgãos de investigação.
Para a nova fase da instituição, a governadora determinou ao novo presidente, Nelson, a retomada da atuação focada no desenvolvimento do Distrito Federal, exemplificando com a abertura de uma linha de crédito voltada à troca de cerca de 500 carroças por veículos de tração elétrica (tuc-tucs):
“Mudei todas as diretorias, mudei as superintendências, abri a maior auditoria do Brasil. Tudo o que a gente pega de erro, a gente manda para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.”
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