quinta-feira, 23 abril 2026
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Glaucoma: diagnóstico precoce e acompanhamento oftalmológico são fundamentais para garantir saúde ocular

Rosimeire de Oliveira, 67 anos, aposentada, começou a perceber que algo não estava bem quando passou a ter dificuldades para enxergar, mesmo usando os óculos. “Eu sempre ia na ótica e fazia novos óculos e, em um período de três meses, fiz três óculos e a minha acuidade visual continuava diminuindo muito”, contou.

 A virada de chave na vida da aposentada ocorreu durante uma tarde, enquanto ajudava a filha a pintar os cabelos. “Eu não tinha percepção dos cabelos dela. Eu só tinha perceptividade da cabeça. Então, me desesperei e fomos atrás de ajuda médica”, lembra.

A ausência de acompanhamento oftalmológico regular resultou em um diagnóstico tardio de glaucoma, já em estágio avançado. Com pressão ocular elevada e visão quase 100% comprometida, Rosimeire precisou passar por cirurgia no início deste mês.

“Tenho a consciência de que não vou ganhar o que já perdi, mas espero que melhore bastante, porque gosto de fazer atividades, de artesanato e não estou podendo fazer nada. Acredito no diagnóstico, mas na minha cabeça, vou voltar a enxergar pelo menos mais de 30%”, conta, esperançosa.

Glaucoma

O caso de Rosimeire reforça a importância da conscientização sobre o glaucoma, tema destacado ao longo do mês de março. A doença é silenciosa e uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitas pessoas – como a Rosimeire – só descubram o problema quando já há perda significativa da visão.

A doença provoca dano progressivo ao nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais ao cérebro. O comprometimento do nervo leva à perda gradual do campo visual e, em estágios avançados, pode causar cegueira permanente.

Os fatores de risco incluem histórico familiar de glaucoma, idade acima de 40 anos, pressão intraocular elevada, miopia elevada, diabetes, uso prolongado de medicamentos à base de corticoides e histórico de trauma ocular.

 Glaucoma provoca dano progressivo ao nervo óptico, levando à perda gradual do campo visual. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

De acordo com o médico oftalmologista e referência técnica distrital na área, Frederico Lóss, a detecção antecipada evita sequelas graves. “Pessoas que apresentam um ou mais fatores de risco devem realizar avaliações oftalmológicas periódicas, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem controlar o glaucoma e preservar a qualidade de vida dos pacientes. Os exames oftalmológicos regulares são a principal estratégia para prevenir a perda visual”, reforçou.

Tratamento

Na rede pública de saúde do Distrito Federal, pacientes diagnosticados com glaucoma recebem acompanhamento especializado e acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento pode incluir o uso de colírios para controle da pressão ocular, procedimentos a laser ou cirurgia, dependendo da avaliação médica.

Avaliações oftalmológicas regulares são fundamentais para o tratamento adequado e redução do risco de sequelas mais graves.  Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Os hospitais de referência do Distrito Federal para glaucoma são o Hospital de Base (HB), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital Regional do Gama (HRG). A porta de entrada para o tratamento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, que encaminha o paciente para uma das unidades, por meio do sistema de regulação. Para conhecer a UBS de referência, clique aqui.

Fonte: Ascom SES-DF

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